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Segunda-feira, 05 de Agosto de 2019, 11:45h

Videolaparoscópico melhora atendimentos no HGV

Equipamento permite realizar cirurgias complexas minimamente invasivas

Hgv equip
Avançando como hospital de alta complexidade, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou na última sexta-feira (26), um procedimento para remoção de tumor de hipófise por via endonasal sem cortes exteriores. A cirurgia somente foi possível devido a um videolaparoscópico, equipamento que o hospital voltou a utilizar em seus procedimentos.
 
Para o diretor-geral do HGV, Gilberto Albuquerque, o hospital está renovando seu parque tecnológico por meio da Fundação Hospitalar do Estado (Fepiserh), que administra o hospital, e adquirindo e recuperando equipamentos que possibilitam a realização de cirurgias cada vez mais complexas.
 
A paciente Ana Paula Soares, 21 anos, proveniente do município de Elesbão Veloso-PI, disse que ficou menos preocupada quando soube que não ia ter nenhum corte na cabeça. "Quando soube que tinha um tumor fiquei muito triste, mas fiquei aliviada quando o médico explicou que não ia cortar minha cabeça para tirar o tumor", conta Ana Paula.
 

Hospital avança em tecnologia

O médico otorrinolaringologista Antônio Pedro do Nascimento, que participou da cirurgia, explica como acontece o procedimento. “Através do equipamento de vídeo cirurgia endoscópica, entramos pelas narinas, passamos pelos seios esfenoidais e acessamos o interior do crânio numa região chamada de "sela túrcica" onde se localiza o tumor da hipófise. Nesse momento, o neurocirurgião assume a cirurgia e resseca o tumor. A seguir, o otorrinolaringologista, subespecialista em Cirurgia da Base do Crânio, retoma o comando da cirurgia e refaz o trajeto nasal, de volta, finalizando a cirurgia”, detalha o cirurgião.

O neurocirurgião Reynaldo Mendes, que também participou do procedimento, destaca que o tumor na hipófise acarreta alterações hormonais e sequelas neurológicas que reduzem a qualidade e a expectativa de vida dos pacientes. “A principal disfunção neurológica causada pelo tumor é a perda da visão”, explica o médico.

Ele acrescenta que uma equipe multidisciplinar composta por otorrinolaringologistas e neurocirurgiões é necessária. "Porque o otorrinolaringologista, possuidor de um grande conhecimento da cavidade nasossinusal, faz o acesso pela via endonasal, posiciona a microcâmera para que o neurocirurgião possa realizar o procedimento cirúrgico e operar com as duas mãos, obtendo com isso, uma melhor exposição do campo operatório e uma melhor eficiência", argumenta Reynaldo Mendes.

Além de Reynaldo Mendes e Antônio Pedro, a complexa cirurgia foi realizada também pelo otorrinolaringologista Vitor Yamashiro.


Fonte: Fátima Oliveira (HGV)