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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018, 10:28h

Campanha de combate ao câncer de pele atende 260 pessoas no HGV

Foram 63 casos com suspeita da doença

Divulgação Mat pele

A 18ª Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Pele totalizou 260 atendimentos e 63 casos suspeitos para a doença. A ação aconteceu no sábado, 2, e foi promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com o Hospital Getúlio Vargas (HGV). Após os resultados das biópsias, os casos diagnosticados como positivos serão encaminhados para tratamento.

Com o slogan ``Se exponha, mas não se queime``, a campanha foi realizada simultaneamente em todo o Brasil, no horário de 9h às15h. No Piauí, o atendimento foi na Clínica Dermatológica do HGV, parceira da campanha há vários anos. A equipe de atendimento contou com a participação de 18 médicos, além do pessoal de apoio.

A ação fez parte do movimento Dezembro Laranja, que informa à população sobre as formas de prevenção com a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento do câncer de pele.

Segundo o dermatologista e coordenador da ação no Piauí, Yuri Nogueira, os dois principais objetivos foram a orientação sobre as formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce. ``A prevenção é feita com medidas fotoprotetoras, como o uso de protetor solar, chapéus e sombrinhas. Em relação ao diagnóstico, quanto mais cedo acontecer, maiores são as chances de o tratamento ser bem sucedido``, completa o médico.

Seu João Silva é agricultor e diz que há anos sua atividade o obriga a trabalhar sob o sol forte. Como tem a pele muito clara com sarnas e pequenas feridas pelo corpo, resolveu participar da campanha. "Graças a Deus o médico disse que não é câncer e me orientou a evitar a exposição exagerada ao sol. E é o que eu vou fazer daqui para frente``, disse aliviado o agricultor.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que, anualmente, mais de 176 mil novos casos de câncer de pele são diagnosticados no Brasil. É o de maior incidência no país e no mundo, mas também apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. A doença pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida, como também uma ferida que não cicatriza.

Texto: Solinan Barbosa (HGV)
Foto: Divulgação